Saturday, January 07, 2006

 
INCONSTÂNCIA, sei lá...


Talvez não seja a hora, nem o momento de escrever, de abrir o coração, afinal ele(o coração), tá tão pequeno, tão apertado dentro do peito, angustiado! Pior que sei que ninguém, ou poucas pessoas entenderiam o que estou sentido; Vou explicar: desde ontem à noite que chegou a minha rua uma cadelinha doente, com uma das mais cruéis doenças, uma doença chamada "cinomose". A conheço perfeitamente, porque já cuidei de dois cachorrinhos de rua, que graças ao meu bom Deus, muito amor, remédios e mais remédios, noites e dias de dedicação, foram milagrosamente curados! dando a mim uma felicidade sem igual, um deles se chama "Branco", esta bem aqui do meu lado o "safado", ficou tão curado que me tornou, pense, em avó!
Apesar do meu compromisso comigo mesma de não olhar em volta, deixar passar o sofrimento animal que vejo diariamente nas ruas, todo ele motivado pela falta de caridade, de amor, de generosidade, mais uma vez me envolvi... eu e algumas pessoas, pena que todas limitadas na capacidade de acolher esta pobre criatura, falta espaço em nossas casas, embora sobre espaço e amor em nossos corações, e aí não sei o que é melhor? O sonho ou a triste realidade? Levei-a para tomar as injeções que fazem parte do tratamento, esta neste momento, medicada, se é que posso assim dizer. Mas, chora, geme de dor, e meu coração, esse meu velho coração...Quem me derá ter aqui batendo dentro do peito, um outro, frio, insensível, inerte... Talvez até cruel! As vezes reclamo do meu Deus, por ter me feito assim, pura emoção, em tudo, e com os animais em especial. duro ter que segurar "a onda". Sei que sou extremamente criticada por este amor, e é claro que logo vem aquele velho chavão, ah gosta de bicho porque não é casada, porque não tem filhos... Pouco me importa os preconceitos, sou assim mesmo, e tenho certeza que sendo casada, com filhos, seria a mesma de hoje. As vezes questiona a Deus o por quê dos animais sofrerem tanto? Mas, minha irmã Uca(Lourdinha), sempre me diz que não devemos perguntar o por quê, mas sim pra que? Minha irmã deve saber o que diz, porque eu... sou pouco conhecedora da palavra, sigo sempre, mais uma vez o meu "famigerado" coração! Verdade seja dita, o melhor é mesmo continuar orando e confiando nesse Deus que é tão maravilhoso e bondoso para comigo, que quando não atende as minhas preces, ao menos consola o meu coração. Vou confiar e esperar!

Comments:
Ô amiga... tô aqui torcendo pra que dê tudo certo. O meu rottweiller, Big doo também já passou por isso.. e tá aqui firme e forte (aqui, não, na roça) Mas eu sei a agonia que foi!
Beijo!
 
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